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Pix estático e dinâmico: diferença e qual QR Code usar no caixa

Atualizado em 15 de setembro de 2026·Redação YOOFY
Cliente aproxima o celular de um QR Code Pix impresso no balcão de uma pequena loja, com maquininha ao lado

Cliente aproxima o celular de um QR Code Pix impresso no balcão de uma pequena loja, com maquininha ao lado

A diferença entre Pix estático e dinâmico está em como o QR Code é gerado e usado. O estático é criado uma vez, embute a chave Pix do recebedor e pode ser reutilizado por qualquer pagador, com valor fixo ou em aberto. O dinâmico é gerado para cada cobrança, traz valor definido e um identificador único, e serve a um só pagamento, o que facilita a conciliação de quem vende.

Em resumo

O estático é um endereço fixo; o dinâmico é uma cobrança específica

Segundo o Banco Central, o QR Code estático pode ser usado em várias transações, porque carrega apenas as informações do recebedor, como a chave Pix, e, opcionalmente, um valor fixo. É como um cartaz com o endereço de pagamento: quem chega lê, digita o valor se preciso e paga.

O QR Code dinâmico é gerado para uma cobrança específica, com valor definido e um identificador de transação único, e só pode ser pago uma vez. Também segundo o Banco Central, ele permite incluir dados adicionais, como identificação do pagador, vencimento, juros, multa e desconto, no caso da cobrança com vencimento.

Os dois seguem o mesmo padrão técnico, o BR Code, e ambos têm versão em texto, o Pix Copia e Cola. A diferença está no conteúdo: o estático guarda tudo dentro da imagem; o dinâmico aponta para um endereço no servidor do provedor de pagamento, onde ficam os dados da cobrança.

Quando o QR Code estático resolve: balcão, feira, doação e MEI

O estático é a escolha natural de quem recebe poucos pagamentos por dia e não usa sistema de vendas: barraca de feira, prestador de serviço, MEI no balcão, caixinha de gorjeta, arrecadação de igreja ou ONG. Basta gerar no aplicativo do banco, imprimir e colar; não precisa de internet no ponto de venda.

Ele pode ser gerado de dois jeitos. Sem valor, o cliente digita quanto vai pagar, o que serve para preços variados. Com valor fixo, serve para produto ou serviço de preço único, como uma mensalidade ou um combo, e evita erro de digitação do pagador na hora de pagar.

A limitação aparece com o volume. Como todos os pagamentos chegam com a mesma origem, distinguir quem pagou o quê depende do nome do pagador e do valor, e dois clientes que pagam a mesma quantia no mesmo minuto viram um problema de conferência. Por isso o estático funciona bem até certo porte.

Quando o dinâmico compensa: valor certo, identificador e vencimento

O dinâmico entra quando cada venda precisa ser rastreada: loja virtual, delivery, sistema de pedidos, cobrança de boleto substituída por Pix, mensalidade com vencimento. O sistema gera um QR Code por pedido, já com o valor exato e um identificador que amarra o pagamento ao pedido correspondente.

O Banco Central define dois formatos: a cobrança imediata, para pagamento na hora, com prazo de expiração configurável, e a cobrança com vencimento, que aceita data limite, juros, multa, desconto e identificação do devedor, funcionando como um boleto que se liquida em segundos.

O preço dessa precisão é a dependência de sistema: o QR dinâmico é gerado pela API do banco ou do provedor de pagamento, ou pelo aplicativo da maquininha, e exige conexão na hora da venda. Para quem já usa um sistema de pedidos, a integração costuma vir pronta.

Conciliação é onde a diferença aparece no fim do dia

Conciliar é confrontar o que o sistema diz que foi vendido com o que de fato entrou na conta. Com QR estático, esse trabalho é manual: o caixa confere o extrato do Pix, procura o valor e o nome do pagador e marca o pedido como pago. Funciona com dez vendas; com duzentas, não.

Com QR dinâmico, o identificador da cobrança volta no extrato e no aviso automático que o provedor envia ao sistema, o chamado webhook, permitindo marcar o pedido como pago sem intervenção humana. É o que faz o carrinho de uma loja virtual liberar o pedido segundos após o pagamento.

Mesmo quem usa estático pode reduzir o esforço: pedir ao cliente que preencha a mensagem do Pix com o número do pedido, usar chaves diferentes para pontos de venda diferentes e exportar o extrato em planilha no fim do dia. São paliativos; a solução definitiva é o dinâmico.

Erros comuns no caixa e como evitá-los

O erro mais frequente com o estático é aceitar comprovante sem conferir o extrato. Imagens de comprovante podem ser editadas ou reaproveitadas de outro pagamento; a única prova é o crédito na conta do recebedor, visível no aplicativo em segundos. Regra de caixa: só entregar depois de ver o dinheiro entrar.

Outro erro é o valor digitado errado pelo cliente no QR sem valor fixo. Pagou a menos, precisa complementar; pagou a mais, o recebedor deve devolver pela função de devolução do próprio Pix, que preserva o vínculo com a transação original, em vez de fazer um Pix novo.

Com o dinâmico, os problemas mudam de natureza: QR expirado apresentado ao cliente, cobrança duplicada por clique repetido no sistema, ou identificador não gravado no pedido, o que quebra a conciliação. Quase todos se resolvem com prazo de expiração adequado e teste do fluxo antes de abrir o caixa.

  1. Confira o crédito no aplicativo do recebedor, não o comprovante do cliente.
  2. Prefira QR com valor fixo ou dinâmico para eliminar erro de digitação.
  3. Use a função devolução do Pix para valores pagos a mais; nunca um Pix comum.
  4. Defina prazo de expiração compatível com o tempo de atendimento.
  5. Grave o identificador da cobrança no pedido antes de mostrar o QR.

Como gerar cada um no app do banco ou pela maquininha

O estático é gerado no aplicativo de qualquer banco ou instituição de pagamento que ofereça Pix: na área de receber, escolhe-se a chave, define-se ou não um valor e o app entrega a imagem e o código Copia e Cola. A imagem pode ser impressa em cartaz, adesivo ou display de balcão.

O dinâmico costuma estar disponível de três formas: no próprio app do banco, gerando uma cobrança por vez com valor e descrição; no aplicativo da maquininha ou do provedor de pagamento, que cria o QR a cada venda; e por API, para sistemas de pedidos, ERPs e lojas virtuais integrados ao provedor.

Sobre custo, segundo o Banco Central, pessoa física em regra não paga para receber Pix, mas a instituição pode cobrar quando há indício de finalidade comercial, como receber por QR Code dinâmico ou ultrapassar trinta recebimentos no mês; para empresas, a cobrança por recebimento ou por QR dinâmico gerado é permitida. Os valores variam por provedor e devem ser conferidos na tabela de tarifas antes de escolher onde receber.

Segurança: o adesivo trocado é o golpe do estático

O QR estático impresso está exposto a um golpe simples: colar por cima um adesivo com QR de outra chave. O cliente paga, o comprovante mostra um nome desconhecido e o dinheiro nunca chega. Conferir o cartaz com frequência e checar o nome do recebedor na tela do cliente resolve boa parte do risco.

Do lado do pagador, a proteção é ler a tela de confirmação: nome e CPF ou CNPJ parcialmente mascarados do recebedor aparecem antes de concluir. Se o nome não bate com o estabelecimento, não pague. Essa conferência vale para os dois tipos de QR e leva dois segundos.

O dinâmico reduz esse risco porque é exibido na tela do sistema ou da maquininha na hora da venda, não em papel fixo, e porque traz o valor travado. Ainda assim, o recebedor deve proteger o acesso à API e às credenciais do provedor, pois um QR falso pode ser gerado a partir delas.

O próximo passo é contar quantos recebimentos por Pix o negócio tem por dia e quanto tempo o caixa gasta conferindo. Abaixo de algumas dezenas, um QR estático com valor fixo e a regra de conferir o extrato bastam; acima disso, vale abrir o app da maquininha ou do banco e testar a cobrança dinâmica em uma venda.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre Pix estático e dinâmico?

O Pix estático usa um QR Code gerado uma única vez, com a chave do recebedor e, se quiser, um valor fixo; ele pode ser pago quantas vezes for preciso, por qualquer pessoa. O Pix dinâmico usa um QR Code criado para uma cobrança específica, com valor definido, identificador único e prazo de validade, e serve a um só pagamento. O primeiro é simples; o segundo permite conciliar automaticamente.

QR Code Pix estático pode ser usado mais de uma vez?

Sim. Essa é a característica que o define: o mesmo QR Code impresso ou exibido serve para todos os pagamentos, por tempo indeterminado, enquanto a chave Pix nele contida continuar ativa. Se a chave for excluída, o QR antigo deixa de funcionar e precisa ser gerado de novo no aplicativo; ao levar a chave para outra instituição, teste o QR impresso antes de continuar usando.

QR Code Pix dinâmico expira?

Sim. A cobrança imediata tem um prazo de expiração definido por quem gera, configurável no sistema ou no aplicativo, e a cobrança com vencimento tem data limite, podendo ou não aceitar pagamento após o vencimento com juros e multa. Depois de expirar, o QR não pode ser pago, o que evita que um pedido cancelado seja quitado por engano.

Como gerar um QR Code Pix dinâmico?

Há três caminhos: no aplicativo do banco ou da instituição de pagamento, na opção de cobrar com valor e descrição, que gera um QR de uso único; no aplicativo da maquininha ou do provedor de pagamento, que cria um QR a cada venda; ou por integração via API do provedor, usada por lojas virtuais e sistemas de pedidos para gerar cobranças automaticamente.

É seguro deixar o QR Code Pix estático exposto no balcão?

É seguro desde que o estabelecimento confira o cartaz com frequência, porque o golpe conhecido é colar por cima um adesivo com QR de outra chave. Oriente o caixa a pedir que o cliente confirme o nome do recebedor na tela antes de concluir e só entregue o produto após ver o crédito no aplicativo. Onde o risco preocupa, o QR dinâmico exibido na tela resolve.

Pix estático ou dinâmico: qual usar em loja virtual?

Dinâmico, sem exceção. A loja virtual precisa saber qual pedido foi pago, e só o QR dinâmico traz o identificador que liga o pagamento ao pedido e permite liberar a compra automaticamente. O estático obrigaria a conferir cada pagamento à mão e abriria margem para o cliente pagar valor diferente do total do carrinho.

Fontes
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